quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Devaneando - primeira edição


Este é o meu primeiro trabalho de edição, diagramação, produção... As fotos que são os planos de fundo das páginas foram tiradas e editadas por mim ( *_* ). Esta revista online é o meu trabalho final para a matéria de Comunicação e Novas Tecnologias.É uma revista diferente. Você pode escolher qual página olhar. É só clicar.

Coloquei textos que são fundamentais. Aqueles que mais me marcaram. Ou seja, é um trabalho que mescla com as coisas que eu gosto. Ou pelo menos uma parte delas. =)

Espero que gostem, pois é um orgulhinho meu essa modesta revista.

(clique na página para ampliar)









=)

Pedro Henrique Ribeiro

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Nós




Caramba, o excesso agora é algo ruim? "Você pecou pelo excesso". "O problema tá no excesso". Frases extremente idiotas.
Eu me apaixonei por você. Me apaixonei muito por você e excessivamente tarde. E foi maravilhoso isso ocorrer de tal forma. Nem sei o que você pensa sobre nós. Se é que ainda pensa num "nós", se passou a me ver como amigo de buteco, ou se não sirvo nem pra isso mais. O que me importa é que esse rebelde sentimento tardio é tão intenso que me fez perceber o quanto é real. Se não houvesse o excesso talvez eu nunca perceberia o quanto posso alcançar. Qual o tamanho e sentido do que sinto. E provavelmente não está nem próximo do tanto que posso te amar.
E já é o suficiente para me deixar excessivamente feliz, por perceber que sou capaz. Para um coração frio qualquer calor produz maravilhosas e irracionais sensações. Preciso falar dessa chama que agora arde em mim?
Ficar por horas te identificando em cada rosto, em cada música. Ficar por horas te procurando e não te achar entre a multidão. Achei apenas a minha dor. Uma dor excessiva de saudade e de vontade. A vontade de logo te encontrar e finalmente te abraçar, sem falar nada, sem olhar pra nada. Sem ouvir nada. Apenas me embriagar com teu cheiro e me aquecer com teu toque que há tanto desejo. Foi real, mas não aconteceu. Você não surgiu para me abraçar. Eu tinha escolhido fazer a curva. Infelizmente eu me lembro.
E tudo só me fez levar a uma excessiva tristeza. Te quero tanto. Nem eu sou capaz de compreender o que está acontecendo. Mas é triste perceber que te perdi. É triste saber que a culpa é minha. Mesmo que tenha durado um museu fechado, um vale não usado, um filme errado e conversas inacabadas, irá durar para sempre. Não é preciso estar junto para tudo ser real. E mais real do que tudo o que eu sinto?
A falta de excesso me faz tão mal. Finalmente te encontro e nenhum toque, nenhuma expressão, nenhum gesto, nenhum olhar, nenhum sorriso, nenhum oi. Nem mesmo expressões exageradas de ódio. Prefiro o excesso à indiferença. Prefiro você comigo. Preciso de você comigo.
E o excesso não chega a ser ruim. Por ele existir eu sonho, desejo, imagino. E tudo isso torna real nós dois. Você tão belo, tão lindo, tão sorridente, tão necessitado de remédios. Tão meu. Tão seu.
Tão nós.


Pedro Henrique Ribeiro